Com origens em Lagoas, uma freguesia do Concelho de Lousada, ele oriundo de uma família de Tamanqueiros, ela nascida já nos negócios da Panificação, após alguns anos casados, decidiram mudar de ares e vir para Caíde, decisão reforçada após um incêndio na padaria de Lagoas, que pertencia aos pais de Isaura. Foi por terras de Vila Verde, já em Caíde, que instalaram a sua padaria, frente à Casa de Vi
la Verde, propriedade da família Pinto de Mesquita, Casa Solarenga do séc. Aliás Caíde de Rei é uma aldeia rodeada de Casas Senhoriais, como a Quinta de Almeida, da família Meneses, a Casa da Quintã, bem como nas redondezas, com a Casa de Juste, a Casa de Vilar, a Casa de Ronfe (de Nicolau Nasoni), a Casa de Aveleda, a Casa da Veiga, entre outras. Ora estas casas levavam as famílias abastadas das cidades até Caíde, criando movimento, principalmente em altura das festas da terra, nas sementeiras e nas colheitas. Caíde também era (e é) servida pela Linha do Douro, sendo sempre uma das mais importantes estações de comboio, quer para levar a população até ao Porto, com muitos trabalhadores na indústria do grande porto, quer na distribuição e receção de mercadorias das redondezas. No entanto por todo o lado foi, é e será sempre conhecida como "Padaria Neto". Nascidos os 3 filhos do casal, M Isaura, Joaquim e Alfredo, e com o crescimento do negócio, após o período da II GGM, em que toda a produção era controlada pelos fiscais do estado – não era permitido cozer mais que um numero especifico de quilos de farinha, utilizando-se os fundos da casa de habitação para cozer mais pão para satisfazer as necessidades da população, contornando a fiscalização - tornava-se urgente aumentar o espaço e tornar a padaria mais central, procedendo-se à construção e abertura na localização atual, no lugar de Pereiras (o projeto inicial era para ficar frente à Avenida da Igreja, mas dificuldades na concretização do negócio de terrenos, levou a que ficasse uns metros acima. tendo iniciado a produção neste novo local em 1952, sendo transferida toda a atividade para aqui.. Em 1956, com o falecimento prematuro de Alfredo, Isaura tomou as rédeas da Padaria com ajuda dos filhos, principalmente Joaquim, continuando o trabalho de crescimento na produção e venda de produtos, com distribuidoras por todo o concelho e concelhos em volta, e presença constante em feiras, festas e romarias, e com a distribuição motorizada (automóvel), grande novidade na época. Aliás em 1950, aquando a compra de uma carrinha Commer, houve festa na aldeia com ranchos, foguetes e um tapete de flores desde a estação de caminho-de-ferro até à “Padaria Velha”, como é designada atualmente a primeira padaria, para festejar a chegada de um carro a Caíde. Em 1963, Joaquim casa com M Júlia, que vem dos Lanifícios, e deste casamento nascem M José e Carlos. Juntos continuam a fazer de padaria o seu trabalho do dia-a-dia, com empenho na continuação do sucesso do negócio. A primeira grande remodelação da Padaria deu-se em 1979, com alagamento das instalações e instalação de novos tipos de fornos, abastecidos a gasóleo, mas que rapidamente foi substituído por fornos tubulares, a lenha, que ainda trabalham nos dias de hoje. É nesta altura que Joaquim, com a esposa M Julia, assume em pleno a propriedade e gestão da Padaria, comprando as quotas dos irmãos. Em 1994 é alvo de nova remodelação no balcão de atendimento, com vista a uma adaptação aos novos tempos, a um alargar na oferta de produtos para venda, não só de pão, mas também permitir o consumo no local, com cafetaria, pastelaria e esplanada, e dando primazia ao conforto dos seus clientes. Desde sempre A Panifícia de Caíde tem-se destacado, com a produção “à moda antiga” do pão, de forma artesanal, manual, e cozido em forno a lenha. São produtos singulares a Regueifa (típica de da região de Valongo), em formatos que vão do entrançado ao ca**te, passando pelas emboladas (fechadas, anafadinhas - tem várias designações), e pesos (dos 250 gramas até 5 kilos, tipicas da Páscoa), a Broa de Milho, o Pão 75/25 (tem por base farinha integral, mas a composição tem origem numa receita desenvolvida em conjunto com um médico, que levava os clientes à padaria com receita médica, que ajuda na regulação do aparelho digestivo e intestinal), a Tosta, principalmente a Tosta Bebé, o Pão de Cantos, a Bola de Carne, a diversa Pastelaria, com grande sucesso nos Pasteis de Nata e nas Bolas de Berlim, e o já tradicional Bolo-rei (todo o ano). A Panifícia de Caíde tem na sinalética como cor base o Amarelo Limão, com as inscrições a azul marítimo, e adotou como logotipo a Cruz de Cristo, circundado pelo nome e local da padaria. A utilização deste símbolo remonta à infância de Joaquim que engoliu um alfinete que tinha incrustado a Cruz de Cristo. Uma vez conseguido livrar Joaquim do alfinete sem qualquer consequência, Alfredo e Isaura passaram a utilizar como logotipo da Padaria. Já lá vão 89 anos em funcionamento. Com o falecimento de Joaquim em 2014, manteve-se a propriedade entre M Júlia e os filhos, estando a gestão a cargo de M José e do marido, mas continua A Panifícia de Caíde com produção e distribuição de pão, pastelaria e derivados em Caíde de Rei, abrangendo o concelho de Lousada e concelhos limítrofes (Amarante, Penafiel e Felgueiras), com alargamento constante na oferta de produtos, na procura da satisfação do cliente, sempre com o foco na Excelência do Atendimento e na Qualidade dos Produtos.