21/09/2026
Quando Marcel B**h percebeu o potencial das canetas esferográficas, elas ainda tinham um problema.
Eram caras, apresentavam falhas e estavam longe de ser um produto para todo mundo.
B**h enxergou uma oportunidade: se conseguisse melhorar a qualidade e reduzir o preço, poderia transformar a esferográfica em um produto de massa.
Ele comprou a patente de László Bíró e passou anos trabalhando na fórmula da tinta e na precisão da ponta.
Para isso, chegou a usar ferramentas de relojoaria suíças na fabricação.
Em dezembro de 1950, lançou a BIC Cristal na França.
O preço: 0,50 franco francês.
A estratégia era simples:
não ganhar muito dinheiro em uma única caneta.
Ganhar na escala.
E funcionou.
No primeiro ano, cerca de 10 mil BIC Cristal eram vendidas por dia. Em 1951, foram quase 21 milhões de unidades vendidas somente na França.
O detalhe é que B**h não apostou apenas no preço.
A Cristal tinha corpo transparente para mostrar a quantidade de tinta, formato hexagonal para facilitar o uso e uma ponta produzida com enorme precisão.
Preço baixo trouxe escala.
Qualidade trouxe repetição.
E a publicidade ajudou a transformar o produto em hábito.
Em poucos anos, a BIC já havia chegado a mercados como Bélgica, Itália, Brasil e Estados Unidos.
A lição para negócios não é simplesmente “venda barato”.
É entender quando um preço menor pode mudar completamente o tamanho do mercado.
Se reduzir o preço exige destruir a margem, não existe modelo.
Mas, se você consegue reduzir custos, simplificar o produto e aumentar brutalmente o volume, o preço pode deixar de ser uma barreira e virar uma vantagem competitiva.
Marcel B**h não inventou a caneta esferográfica.
Ele ajudou a transformar a esferográfica em um produto que praticamente qualquer pessoa podia comprar.
E essa é uma diferença enorme.
Aqui no Update Diário analisamos as melhores histórias de negócios todos os dias.
Siga a gente para não perder a próxima
👉 Acesse o conteúdo mais exclusivo para fundadores e executivos em: updatediario.com.br