06/05/2026
Continuar. Cuidar.
Foram palavras muitas vezes escritas pelo Marcos. E hoje, mais do que nunca, são palavras que ficam.
O Marcos nunca quis ter apenas um restaurante. Quis criar uma casa.
Um lugar com alma, com verdade, onde a gastronomia portuguesa fosse tratada com respeito, e onde cada pessoa se sentisse acolhida, como se estivesse entre os seus.
Quem o conheceu sabe bem: o Veleiros foi sempre mais do que trabalho.
Foi entrega inteira. Foi exigência. Foi paixão.
Pelos detalhes, pelas pessoas, pelo que é genuíno.
Deu a cara por este projeto, mas aquilo que construiu vai muito além disso.
Está em cada gesto, em cada prato servido, em cada cliente que nos visita e volta.
Está na identidade desta casa, que nunca quis ser apenas mais uma.
Ao longo de todos estes anos, estive ao lado dele.
Na maior parte das vezes na sombra, a cuidar do que não se vê (ou do que se vê por aqui), a tentar garantir que tudo acontecia como ele queria.
Sempre com o mesmo propósito: ajudar a dar vida ao sonho que era dele.
E esse sonho continua.
Hoje, mais do que nunca, o mais importante não é quem está à frente, é aquilo que nunca pode mudar e que deve continuar.
O cuidado.
A verdade.
A forma de receber.
A essência do Veleiros.
Porque o Veleiros é isso mesmo: um lugar feito de pessoas, de entrega e de memória.
A quem continua connosco, clientes, amigos, fornecedores, o nosso mais sincero obrigado.
Um grande viva à nossa incansável equipa, que todos os dias mantém esta casa viva, e aos que nos ajudam de um forma altamente altruísta a continuar.
O Marcos partiu há uma semana.
Mas permanece em tudo o que aqui se faz.
Continuamos. Cuidamos.
Por ele. Por nós. Por quem gosta de nós.
Veleiros🤍