05/10/2020
Depois de um longo tempo sem publicar nada por aqui, temos um post filosófico! Que traz reflexões sobre algumas coisas que fiz.
Eu gosto de montar quebra cabeças. Gosto bastante, até peço de presente. Ouvindo pessoas comentarem que não tem paciência, fiquei me perguntando porque eu gostava tanto desse passatempo. E comecei a reparar, que eu dava preferência para montar as peças quando tinha algum problema para resolver que eu não encontrava solução. Achar o encaixe das pecinhas me dava a esperança de que eu também encontraria a resolução do meu problema da vida real. Esse último que montei do Romero Brito foi particularmente interessante. Eu tentei começar a montagem pela torre Eiffel. E fiquei me batendo algumas semanas, sem muito resultado. Até que resolvi fazer o que eu já sabia, começar pelas bordas, estabelecendo limites e criando bases para as peças irem se encaixando. Consegue perceber como isso faz parte da resolução de problemas na vida? Quantas vezes olhamos para o problema, ele parece enorme, f**amos sem paciência, começamos errado e desistimos. E nos esquecemos que precisamos criar bases para as coisas crescerem. Montar quebra cabeças exige que você tenha atenção aos detalhes, primeiro nas cores das peças, e aí paciência para ir fazendo essa separação. E num outro nível, que você separe as peças pelo formato. Depois, é preciso que você tenha uma referência, para você saber onde aquela cor vai estar, e o que ela vai montar. Mais uma vez, uma correlação incrível com a vida. Quantas vezes começamos algo, sem ter uma ideia de onde queremos chegar. Quantas vezes vivemos, sem nos questionarmos sobre o que estamos fazendo com a nossa vida, que um dia terá um fim. É preciso criar um ideal, um modelo, mental que seja, para irmos olhando e vendo se estamos encaixando as peças certas. E por fim, a parte que exigiu maior esforço, e trabalho em equipe. O céu. Curiosamente, algumas peças se encaixaram perfeitamente, mas o desenho das linhas não batia. Eu deixei e fiquei atenta. (Continua nos comentários)