História do Triângulo Mineiro

História do Triângulo Mineiro Fatos, dados, cultura e outras informações sobre a região do Triângulo Mineiro


Antiga Histórias de Prata - MG Leia também: Entradas e Bandeiras.

Triângulo Mineiro é composto por 35 municípios, a maioria no Sudeste de Minas Gerais e é uma das dez regiões desse estado. É dividido em sete microrregiões: Araxá, Frutal, Ituiutaba, Patos de Minas, Patrocínio, Uberaba e Uberlândia. Ao menos 1,2 milhão de habitantes vivem nas cidades do Triângulo Mineiro. A região recebeu este nome justamente porque tem a forma de um triângulo. Está situado entre

os rios Grande e Paranaíba, fazendo divisa com os estados e São Paulo, Goiás e Mato Grosso do Sul. Triângulo Mineiro

Cidades do Triângulo Mineiro
Microrregião de Araxá
Os municípios que formam essa região são: Araxá, Campos Altos, Ibiá, Nova Ponte, Pedrinópolis, Perdizes, Pratinha, Sacramento, Santa Juliana e Tapira. Microrregião de Frutal
A região de Frutal é composta por: Campina Verde, Carneirinho, Comendador Gomes, Fronteira, Frutal, Itapagipe, Iturama, Limeira do Oeste, Pirajuba, Planura, São Francisco de Sales e União de Minas. Microrregião de Ituiutaba
Na microrregião de Ituiutaba temos: Cachoeira Dourada, Capinópolis, Gurinhatã, Ipiaçu, Ituiutaba e Santa Vitória. Microrregião de Patos de Minas
Patos de Minas é formada por Arapuá, Carmo do Paranaíba, Guimarânia, Lagoa Formosa, Matutina, Patos de Minas, Rio Paranaíba, Santa Rosa da Serra, São Gotardo e Tiros. Microrregião de Patrocínio
Na microrregião de Patrocínio estão: Abadia dos Dourados, Coromandel, Cruzeiro da Fortaleza, Douradoquara, Estrela do Sul, Grupiara, Iraí de Minas, Monte Carmelo, Patrocínio, Romaria e Serra do Salitre. Microrregião de Uberaba
Sete municípios compõem a microrregião de Uberaba. São eles: Água Comprida, Campo Florido, Conceição das Alagoas, Conquista, Delta, Uberaba e Veríssimo. Microrregião de Uberlândia
A microrregião de Uberlândia é formada por Araguari, Araporã, Canápolis, Cascalho Rico, Centralina, Indianópolis, Monte Alegre de Minas, Prata, Tupaciguara e Uberlândia. Ocupação do Triângulo Mineiro
Conforme dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) a região que hoje é ocupada pelo Triângulo Mineiro era denominada de Sertão da Farinha Podre e foi, primeiramente, ocupada por índios Caiapó. O Sertão da Farinha Podre estava localizado nos limites dos rios Quebra Anzol, das Velhas, Grande e Paranaíba. A região pertencia geograficamente a São Paulo, depois a Goiás. O domínio de Minas Gerais ocorreu somente em 1816. O processo de ocupação pelo colonizador na região ocorreu entre 1722 e 1925, quando os bandeirantes abriram a estrada Anhanguera, que ligava São Paulo ao Planalto Central. Rica em minérios, a região passou por intensa atividade de garimpo. O achado impulsionou o garimpo, mesmo com a concessão das primeiras sesmarias na região, a partir de 1818. O movimento de bandeiras afastou os índios e motivou a exploração do sertão. Embora existissem as explorações, foi mesmo o garimpo o indutor da colonização no Triângulo Mineiro. A primeira expedição a passar na região foi comandada por Anhangüera, Bartolomeu Bueno da Silva. Foi seu filho, contudo, Bartolomeu Bueno da Silva Júnior, que ficou conhecido como Anhagüera II, que recebeu da Coroa Portuguesa a incumbência de encontrar ouro na região. A comitiva formada em 1722, por 152 integrantes, entre índios, escravos e homens brancos livre, que originou nos primeiros povoamentos da região que foi denominada por Triângulo Mineiro. Economia do Triângulo Mineiro
A região do Triângulo Mineiro está entre as mais produtivas e promissoras do País, com destaque para o agronegócio. Hoje, segundo o governo de Minas Gerais, a região representa 7% do total das exportações do Estado que, sozinho, é responsável por 13,8% das vendas externas do Brasil. Os principais produtos exportados na região são: açúcar, café, milho, soja e seus derivados. Também é significativa a produção e exportação das carnes de aves, bovina e suína. A diversidade de produção é favorecida pela geografia e clima da região. Além do Triângulo Mineiro, o Alto do Paranaíba e Nordeste de Minas Gerais apresentam topografia, regime hidrológico e clima predominante de cerrado. Clima
A região é influenciada por duas estações bem definidas: o Verão, que é quente e chuvoso, e o Inverno, bastante seco e com temperaturas amenas. Pelo menos 85% do índice pluviométrico anual da região ocorre no período chuvoso, ocorrendo, principalmente em janeiro. Os 15% restantes de chuvas são distribuídos entre abril e setembro. Culinária
A culinária na região é um misto de influências indígenas, portuguesa e negra. Dos indígenas, os habitante da região herdaram o gosto pela mandioca e milho, gerando mingaus, papas e canjicas (milho cozido no leite e adoçado). Dos portugueses ficaram os bolos, a infinidade de receitas à base de ovos e a maneira de usar o açúcar. Por sua parte, os negros escravizados introduziram novos alimentos desconhecidos na América como o quiabo, gerando um dos pratos mais conhecidos da culinários mineira: o frango com quiabo. Fonte: https://www.todamateria.com.br/triangulo-mineiro/

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''Os árabes mouros trouxeram uma série de inovações oriundas do Oriente para a Península Ibérica:

‘’A aridez dos solos desérticos capacitou-os como mestres nas técnicas agrícolas e de irrigação, importando para a Europa o moinho d’água, avô do engenho colonial, e lá semeando o algodão, a laranjeira, a criação do bicho-da-seda, o cultivo do arroz e da tão ‘brasileira’ cana-de-açúcar.’’ (TRUZZI, 2009, p.19)

Darcy Ribeiro (p. 273-279), na obra O Povo Brasileiro, evidencia a importância árabe para os engenhos açucareiros, fundamentais para dar a América Portuguesa um sentido econômico para a colonização:

‘’Os portugueses, que já haviam experimentado a plantação de cana e a produção de açúcar em pequena escala, com tecnologia árabe, nas ilhas da Madeira e dos Açores , se habilitaram para estender astronomicamente essa produção nas novas terras, montando para isso todo um vasto sistema de recrutamento de mão‐de‐obra(sic).[...] Importante papel terá representado, igualmente, o caráter mourisco e mestiço dos povos ibéricos. Efetivamente, forçados pela longa dominação árabe, os lusitanos se fizeram herdeiros de sua cultura técnica, fundamentalmente para a navegação, para a produção de açúcar e para a incorporação de negros escravos à força de trabalho. O português quinhentista, sendo de fato um euro‐africano no plano cultural e racial, afeito ao convívio com povos morenos, estava mais preparado que quaisquer outros tanto para contingenciar os indígenas americanos ao trabalho esporádico, quanto para aliciar as multidões de trabalhadores negros que tornariam praticável o sistema produtivo da plantação.’’

Na tecnologia moura para os engenhos, citada superficialmente por Darcy Ribeiro, Gilberto Freyre (2006, p. 289) aprofunda as contribuições árabes nesse quesito, que foram de extrema importância para o desenvolvimento da economia açucareira no Brasil Colonial:

‘’Se foram os cruzados que trouxeram às Espanhas o moinho de vento, aplicado em certas partes da américa – nas Índias Ocidentais, por exemplo – à indústria do açúcar, foram os mouros que introduziram em Portugal o moinho de água, ou azenha (do árabe as-sāniya '’roda de irrigação'’), avô do engenho colonial brasileiro de moer cana pelo impulso de queda de água sobre uma grande roda de madeira. João Lúcio de Azevedo salienta que a própria oliveira parece ter tornado melhor utilizada em Portugal depois da vinda dos mouros. Explica João Lúcio: ‘’a nomenclatura proveniente do latim para as árvores – oliveira, olival, olivedo – de origem árabe no produto – azeitona, azeite – leva a pensar em um maior aproveitamento dessa espécie vegetal no período muçulmano.’’

-Saraiva, Rafael, ‘’A contribuição árabe para o Brasil: Um esboço acerca da influência árabe no Brasil Colônia’’

Na iamgem: A roda d´água na Fazenda da Ressurreição, Águas Mornas, SC - Brasil e a roda d’água de Abolafia em Córdoba na Espanha, uma das muitas melhorias agrícolas implementadas na cidade ibérica durante o reinado do emir omíada Abdul Rahman II no século IX.

Tô lembrando não, alguém me ajuda ?😜😜😁😁😁
13/02/2022

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Na Semana Municipal do Graffiti, a cidade de ganhou uma significativa intervenção urbana. O mural do Teatro de Arena ficou uma lindeza só. Espia por aqui, deixa um salve pros artistas, mas passa lá pra apreciar de perto e tirar aquelas fotos marotas com a obra. 💚🧡💙

Endereço

Uberlândia, MG

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