Naquela época não existia empresa registrada ou colaboradores, só a Dona Walnice e seu talento para preparar receitas deliciosas. O marketing ficava todo por conta do cheirinho dos pães artesanais. Sim, foi essa a isca perfeita para atrair os vizinhos, que, através do boca a boca, trouxeram outros clientes. Em pouco tempo o espaço entre as fornadas ficou mais curto e os toques na campainha cada ve
z mais frequentes. Disposta a expandir o negócio, Dona Walnice, que é formada em Nutrição, buscou ainda mais qualificação técnica num curso de Gastronomia. O resultado disso foi mais habilidades para testar, aprovar e assim criar novas receitas. Uma delas, por exemplo, é a de croissant, pão de difícil técnica e que não era muito conhecido por aqui nos Anos 90 – hoje um dos mais pedidos pela clientela. Tortas salgadas, pães de leite, pães doces, quiches… o rol de produtos foi aumentando, os pedidos também, e a cozinha da Dona Walnice já não tinha mais espaço para tamanha produção. Em 2007, decidiu formalizar o negócio, batizando-o de Santo Gostinho – que não é devoção religiosa, mas sim paixão pelo gosto – e a fábrica foi inaugurada no Mercado Municipal do Rio de Janeiro, popularmente conhecido como CADEG (Benfica). As atividades dentro da fábrica começaram com poucos funcionários, que eram responsáveis por quase tudo: produção, compras, embalagem e atendimento. Atualmente, a Santo Gostinho conta com um espaço físico mais amplo e com mais de 30 profissionais que se dividem entre a fabricação, o atendimento da loja, o escritório e as entregas.