04/09/2022
A conquista dos Judeus e Muçulmanos na Espanha
Antes de começarmos a entender como foi a expansão Muçulmana na Europa e grande parte da África, Oriente Médio, e Ásia, devemos entender um pouco da historia ; quando surge Maomé, quem era este homem, e de que forma ele fundou o Islamismo.
Muito antes da propagação do Islã e, com ele, da língua árabe, árabe se referia a qualquer um dos habitantes semitas em grande parte nômade da Península Arábica, convém ressaltar que alguns povos do Oriente Médio, nem todos são Árabes, caso do Ira, Turquia, Curdos entre outros pequenos povos. Os povos árabes composto na Mauritânia, Norte, costa Atlântica, Egito, península Arábica, Síria e Iraque.
Os Árabes que são considerados povos semitas, esta variedade de estereótipos em uma variação considerável, considerados os primeiros da península Arábica, predominantemente na cultura pastoril e comercio em geral com caravanas que circundavam desde a China e Ásia a Europa, levando iguarias, produtos têxtil, perfumes entre tantas outras coisas.
Os árabes estabelecidos praticavam a agricultura de tâmaras e cereais nos oásis, que também serviam como centros comerciais para as caravanas que transportavam as especiarias, marfim e ouro do sul da Arábia e do Chifre da África para as civilizações mais ao norte. A distinção entre os nômades do deserto, por um lado, e moradores das cidades e agricultores, por outro, ainda permeia grande parte do mundo árabe. Acreditavam em vários Deuses e estatuetas que caracterizava o politeísmo.
Antes de falarmos do Islã vamos voltar lá atrás quando Abrão que teve um filho com Agar e Sara a mandou embora, a historia que já conhecemos, D’s diz a Agar vá, pois serás um grande povo rico e prospero; Ishmael que já tinha um idioma incomum que é a língua Árabe. Aonde começa o Islã, um dos maiores mercadores do século Cinco e Seis D/C, era Maomé, á historia Islâmica conta que Mohamed que vivia na hoje Arábia Saudita, mais precisamente na cidade de Meca, aonde em 570 A/C, e aos vinte anos de idade se torna com mencionei um dos maiores condutor de caravanas beduínas por todo continente da época. Além de Meca, existia a cidade de Medina também o maior centro comercial do Oriente da época. Maomé com suas caravanas pela Ásia, Europa, e Oriente Médio entra em contato com diversas culturas. Meca e fundada em torno do maior monumento para o povo Árabe, que nada mais é que uma pedra negra que Agar e Ishmael encontraram no meio do deserto, e que Ishmael diz a sua mãe, aqui D’s manda-nos fundar a nossa sagrada cidade e coloca o nome de Mekka (Cidade Honrada) Ismael constroem uma caixa de enorme de madeira e enclausura esta pedra que ate os dias de hoje é venerada por todos os povos Árabes.
Maomé assim como Abrão, ou Moises em uma de suas caravanas senta-se a o topo de uma montanha e em seus sonhos recebe o anjo Gabriel que lhe diz que só existe um D’s e seu nome é Ala, sendo que não existe nenhum outro além deste, Maomé impõe aos povos Árabes sua nova religião por foça ou degolação aqueles que na á aderissem, à historia é bem mais longa, mas só irei me concentrar nesta parte, vale lembrar que parte dos costumes Árabes deriva dos hábitos Judaicos dado em Levíticos. Deixando claro que Islã não e símbolo de um povo e sim de uma região, existem Árabes que não são Muçulmanos.
Na primavera de 711 A/C o califado de Tarik Ibn Ziyad, invade as praias de Andaluz junto com o exercito Berbere compondo um total de Aproximadamente 12000 homens (De acordo com à historia o numero é sugestivo, pois não se soube se foram 7000).
Em alguns meses eles expulsam o reinado Visigodo da Espanha, na maioria dos relatos da historia da invasão dos Mouros, os Berberes recém-convertidos ao Islamismo se ajuntaram com os Mouros que recém tinham conquistado o norte da África. Sendo Marrocos, Argélia, e Tunísia.
Esta invasão muda não só o curso da historia da Espanha, mas com o de toda Europa medieval, ate aonde os Judeus participam da invasão da Espanha? Os Judeus foram feitos escravos pelo Império Visigodo, foram eles os maiores propagadores da conspiração do califado de Tarik, os Judeus Sefardi então armam um complô contra os Visigodos, e ajudam os considerados na época seu povo irmão a derrubar o trono.
Os muçulmanos se reconciliaram com a presença de judeus em sua sociedade – desde que fossem submissos e discretos. Dentro de cinquenta anos após a morte de Maomé, quando se tornou óbvio que os judeus não se converteriam ao Islã, mesmo na ponta de uma espada. Na Espanha do século VIII, eles não ap***s toleravam a presença dos judeus, mas precisavam deles.
Os Muçulmanos se tornam a classe predominante da Espanha, mas incapazes de ter uma estrutura governamental para governar a então nova sociedade, tanto no âmbito administrativo como economicamente, Incapazes de governar de forma eficiente e lucrativa por si mesmos, eles voluntariamente permitiram que os judeus assumissem muitos dos fardos de liderança, investimento e formulação de políticas, desde que a relação de mestre-servo adequada entre muçulmanos e judeus fosse mantida.
Os Judeus se tornam os cobradores de impostos, despachantes, agentes alfandegários, diplomatas e funcionários públicos da Espanha muçulmana.
Os judeus também mantinham contratos comerciais com seus irmãos em todo o mundo e logo se tornaram os principais comerciantes da Europa, sendo eles quem fazia as importações exportações entre Muçulmanos e os Cristãos, devido à invasão dos Mouros por parte da Europa, e o repudio da Igreja Católica em manter relações com este povos que não seguiam a doutrina Crista ou Católica. Os governantes árabes descobriram que os judeus eram o veículo natural para desenvolver a Espanha e enriquecer a classe dominante muçulmana. Assim nasceu o modelo europeu do funcionário judeu produtivo e às vezes indispensável, que seria tolerado e até recompensado, desde que conhecesse seu lugar.
Com os conflitos entre os califados Muçulmanos, Califado do Xiita e Sunita os Mouros começam a entrar em constantes conflitos enfraquecendo suas estruturas, com isto no século XIII os Espanhóis conquista a península Ibérica, ate que em 1492 os monarcas Católicos Ferdinando e Isabella, expulsam os Mouros do ultimo estado Muçulmano de Granada.
Resumindo em muito, Isabella decide expulsar não só os Muçulmanos, mas qualquer outro povo que não fosse convertido ao catolicismo ou que deixassem o país ou que morressem em Espanha, mas não por morte natural mas sim por execução, assim muitos dos Judeus emigram para África do Norte e outros países Árabes.
Foram setecentos anos de domínio tanto Muçulmano como Judaico que fizeram da Espanha uma nação poderosa da época e seu declínio foi eminente após suas atrocidades em toda América latina, e propriamente a Espanha lembrando que a inquisição só foi abolida em 2002.