Francisco Antônio de Araujo é casado com Zilda Dimas e juntos têm nove filhos - clássico modelo de estrutura familiar católica patriarcal -, possui uma panificadora, inaugurada dez anos antes, no bairro Campos Elíseos. Todos trabalham no negócio do pai, visto que este se empenha em outra paixão: o campo. Visualizando novos horizontes, pensando no futuro dos filhos e aproveitando de sua capacidade
empreendedora, Francisco busca um novo ponto comercial. Na Vila Tibério, especificamente na Av. Tenente Catão Roxo, vislumbrou uma importante via de acesso ao Campus da USP e HC (inaugurado no ano anterior). Em 1979 começa a história da Panificadora Nossa Senhora Aparecida (Dimas e Araujo LTDA), tendo como sócios os esposos e gerenciada pelos filhos Vicente, Joaquim e Maria José e seis funcionários.
1982 – A primeira de muitas
Padaria e confeitaria caminham muito bem e Vicente percebe a possibilidade de implantação de um novo serviço. Realizou-se por isso a primeira reforma, que apresentou uma lanchonete, opções de copa pela manhã e “happy hour”, com lanches e porções. Nas tardes de sábado e domingos ao meio-dia vendia-se frangos assados, novidade na cidade.
1986 – Sai um, entra outro
Vicente, primogênito da família e com o dom empreendedor do pai, decidiu partir para o ramo têxtil e abrir uma confecção. José Adão, que até então administrava a Panificadora da Lapa com os outros irmãos, veio substituí-lo e dar continuidade aos serviços e avanços da empresa, que já contava com treze funcionários. Alguns anos depois, também saiu Maria José, para ajudar seu marido em seus negócios.
1990 - Modernização
Após visitas a panificadoras da capital do estado e o com o desejo de proporcionar mais conforto aos clientes, foi feita outra reforma na loja, que deixou mais dinâmicos os serviços de padaria, confeitaria, copa e lanchonete, além de uma boa conveniência.
1995 – O Restaurante
Mais uma vez no intuito de atender melhor os clientes, os irmãos Araujo decidem atualizar máquinas e equipamentos da produção. Ganhou-se espaço físico suficiente para aumentar a área de venda e iniciar outro serviço: o restaurante. Muitos funcionários da USP e HC não tinham possibilidade de almoçar em suas casas, por isso a panificadora começou a oferecer os chamados “marmitex” e, posteriormente, marmitas e pratos feitos. Nesse meio tempo o número de funcionários chegou a vinte e sete.
2001 – Injeção de ânimo
Luis, o mais novo dos filhos de dona Zilda, veio auxiliar os irmãos com novas ideias e experiências. Isso culminou em uma ampla reforma, tanto na produção quanto na área de vendas. Restaurante “self-service”, auto-serviço com mais opções em pães, doces e salgados e a significativa melhora da conveniência (bebidas e mercearia). Foi um sucesso! Orgulho em ser a primeira padaria de Ribeirão Preto com tantos serviços. O quadro de funcionários aumentou para trinta e oito.
2010 – A realização do sonho
O sonho de atender nossos clientes em uma loja completa, inspirada nas melhores do país, começa a tornar-se realidade com a aquisição dos imóveis vizinhos ao prédio. Loja climatizada, assentos confortáveis ,ambiente agradável e também a preocupação com a sustentabilidade nos fez investir na captação e reuso da água , o uso da energia solar ,destino correto ao óleo usado e câmara fria para lixo orgânico A Panificação,a confeitaria e a salgaderia ficaram mais dinâmicas,bem distribuídos na área de produção.Os produtos dignamente expostos na área de vendas. Conveniência e mercearia com inúmeras opções e claro, um excelente restaurante, com novos equipamentos que possibilitam refeições mais saudáveis. O que nos move e inspira: são a fé e o desejo de agradá-lo, pois mais do que cliente, consideramo-lo um amigo. Irmãos Araujo