08/08/2026
DE UM POEMA HINDU
Pelo pão, o mercador vai longe, altas horas.
Pelo pão, de porta em porta vai o pedinte.
Pelo pão, o marinheiro engole o sal do mar.
Mundo acima, mundo abaixo – assim houvesse pão que nos bastasse.
O grou selvagem, ingênuo, atira-se contra a rede,
Engodado por pão. A fome não conhece leis.
Por pão, morrem na batalha o soldado e o marechal.
Por pão, o mineiro desce ao poço fundo.
Onde houver gente a trabalhar, trabalha por pão.
Casa sem pão é lar de miséria.
Onde pão houver, reina o salário do entendimento.
Onde não houver, guerreiam pai e filho.
A mulher, crianças e templo, vida piedosa, morte doçura:
Das melhores coisas, a melhor sempre será o pão.