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Pascoal nasceu na cidade de Torrehermosa, Reino de Aragão, Espanha, em 1540 – no dia de Pentecostes, conhecido no país c...
17/05/2026

Pascoal nasceu na cidade de Torrehermosa, Reino de Aragão, Espanha, em 1540 – no dia de Pentecostes, conhecido no país como “Páscoa do Espírito Santo”, daí o seu nome. Sua família era pobre, de camponeses extremamente virtuosos, e desde criança trabalhou como pastor de ovelhas para outros. Isolado, nos campos, admirava a natureza, reconhecendo nela a mão de Deus, e aproveitando o tempo, a solidão e o ambiente para rezar.

Tinha enorme interesse em aprender a ler e escrever, sendo muito autodidata, e também, na impossibilidade de ir à escola, pedindo por caridade a todos que encontrava no caminho, ao levar o rebanho, que lhe ensinasse as letras de um livro que carregava consigo. Sempre um livro de oração, ou sobre a vida de Jesus, ou de algum santo, pois seu interesse era unicamente conhecer melhor a religião.

Aos 18 anos, pediu admissão no convento dos Franciscanos Reformados de Santa Maria de Loreto, chamados Alcarinos pela influência de São Pedro de Alcântara, mas não foi aceito.

Seu rico patrão, piedoso e admirando suas qualidades, quis adotá-lo como filho e fazê-lo seu herdeiro, mas pascoal recusou, pois tinha o propósito de vida consagrada e temia que os bens terrenos o atrapalhassem neste caminho. Na sua pobreza, dividia o que recebia para a própria subsistência com os necessitados.

Aos 20 anos decidiu ir para o reino de Valência, em busca de admissão no convento dos franciscanos descalços, em região desértica próxima a Monteforte. O superior quis testá-lo, e pediu que primeiramente cuidasse dos rebanhos dos habitantes vizinhos. Isto Pascoal fez com grande humildade, e em breve ficou conhecido como o “santo pastor”. Em 1564, finalmente foi admitido como irmão converso no noviciado; recusou o convite para ser incluído no coro entre os religiosos, por se achar indigno.

Também se achava indigno do sacerdócio e de assim poder tocar Jesus Eucarístico com as próprias mãos. Assim permaneceu irmão leigo a vida toda, procurando os serviços mais humildes no convento. Trabalhou como porteiro, hospedeiro, enfermeiro, na cozinha e refeitório, como ajudante de serviços gerais ou urgentes. Aproveitava todas as oportunidades de prestar aos outros qualquer serviço penoso e humilhante, tendo-se por muito honrado com isso.

Com o tempo, seu fervor aumentou, e procurou acrescentar novas austeridades à Regra; mas era obediente e, sem apego à própria vontade, se advertido pelos superiores de algum exagero, abandonava tais mortificações. De toda a forma, sua rotina incluía penitências constantes, pouca alimentação, oração constante, mesmo durante o trabalho; tinha apenas um hábito, velho pelo uso, andava descalço na neve e nos caminhos mais ásperos, distribuía com os pobres as sobras da comida dos frades, rezando com eles antes e depois das refeições.

Observava exemplarmente a regra, e sempre tratava a todos com respeito, caridade e afabilidade. Jamais se queixava com a mudança de convento, que, para evitar apegos secretos do coração, ocorria regularmente de acordo com o costume da Ordem.

Em 1576, foi encarregado de levar documentos importantes ao Padre Geral da Ordem, em Paris. Viagem perigosa (que fez descalço), pois quase todo o trajeto incluía cidades dominadas pelos huguenotes calvinistas, muito hostis à Igreja, e seu hábito franciscano o evidenciava.

O perigo de vida era real. Duas vezes foi preso como espião; foi atacado com pedras e bastões, insultado, ridicularizado; em Orléans, quase foi apedrejado por uma disputa sobre a Eucaristia, negada pelos hereges; um ferimento no ombro o incomodou pelo resto da vida. De tudo Deus o livrou.

De volta à Espanha, retomou no mesmo dia da chegada, apesar do evidente cansaço, seus trabalhos no convento. Nunca comentou os perigos da viagem, limitando-se a responder com poucas palavras às perguntas feitas, e suprimindo qualquer coisa que lhe pudesse ser elogiado.

Pascoal era devotíssimo de Nossa Senhora, a Quem continuamente pedia a intercessão para obter a pureza de alma, da Paixão de Cristo e também da Eucaristia, passando horas e noites inteiras diante do Santíssimo. Sem ter estudado Teologia, escreveu uma Coleção de Máximas provando a presença real de Jesus na hóstia e no vinho consagrados, bem como no poder divino transmitido ao Papa. Este livreto chegou às mãos de Gregório XIII, e o Pontífice apelidou Pascoal de “Serafim da Eucaristia”.

Muitas vezes o observaram em êxtase, e também flutuando durante as horas de Adoração Eucarística. Nos seus últimos anos de vida, passava a maior parte das noites ajoelhado ou prostrado diante do altar.

Após a Comunhão, faleceu em Villa Real, Valência, com 52 anos, alquebrado pelas provações, jejuns constantes e privações corporais, aos 17 de maio de 1592 – assim como a data do seu nascimento, um dia de Pentecostes. Grande número de milagres ocorreu no período de três dias de exposição do seu corpo. São Pascoal é patrono dos Congressos Eucarísticos.

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João Nepomuceno nasceu por volta de 1330 – 1345 em Nepomuk, num dos vales da Boêmia, atual República Tcheca, numa famíli...
16/05/2026

João Nepomuceno nasceu por volta de 1330 – 1345 em Nepomuk, num dos vales da Boêmia, atual República Tcheca, numa família pobre.

Em 1370, trabalhava como notário na Cúria Metropolitana, e em 1379 foi ordenado sacerdote. Como pároco de São Gall (São Galo), acumulou o estudo de Direito Eclesiástico na Universidade de Praga, obtendo o Bacharelado.

Enviado pelo bispo a Pádua, Itália, em 1382, doutorou-se em Direito Canônico em 1387, voltando em seguida a Praga onde foi cônego da igreja de São Gil (São Giles, Santo Egídio) até 1389, e em 1390 foi nomeado cônego honorário da Catedral de São Vito e vigário geral desta arquidiocese, extensa e importante.

Seus sermões levaram a uma significativa melhora nos costumes do povo, e impressionaram a rainha, que o chamou por isso e por sua conhecida virtude e segurança doutrinária a ser seu confessor e diretor espiritual.

O rei Venceslau IV, porém, não possuía a espiritualidade da esposa, e tinha acessos de fúria violentos. De maneira infundada, começou a desconfiar da fidelidade da esposa. Como não obtivesse provas disso, e obcecado pela ideia, convocou João e o intimou a lhe contar as confissões da rainha. João, espantado tanto pela suspeita quanto pelo pedido, naturalmente negou-se, de forma categórica, a divulgar os segredos de confissão, invioláveis, da soberana (e de qualquer outra pessoa), como exige a define a Igreja.

Enraivecido, Venceslau mandou que o sacerdote fosse torturado, mas mesmo depois de violências brutais João não cedeu. Ainda mais furioso ficou o rei, e entendendo que não conseguiria forçar João, mandou amarrá-lo e jogá-lo no rio Vltava (Moldava), o que foi feito da Ponte Carlos, a mais importante e famosa de Praga. Assim, João Nepomuceno morreu afogado na noite de 20 de março de 1393. O corpo foi achado e dignamente sepultado na igreja de Santa Cruz.

Em 1725 foi feita a sua exumação, diante do Arcebispo de Praga, dignidades eclesiásticas, um professor de Medicina e dois cirurgiões. Constatou-se que a língua estava apenas ressequida, mas extraordinariamente conservada: e, naquele mesmo momento, diante dos presentes, ela começou a se refazer, adquirindo a coloração rósea própria de uma pessoa viva!

Este milagre constou do processo de canonização de São João Nepomuceno, o primeiro mártir do segredo da Confissão, e patrono contra as calúnias, bem como padroeiro dos Confessores e da cidade de Praga.

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15/05/2026

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Santa DionísiaLocalização: TurquiaDionísia foi uma das muitas vítimas cristãs das perseguições romanas dos primeiros séc...
15/05/2026

Santa Dionísia
Localização: Turquia

Dionísia foi uma das muitas vítimas cristãs das perseguições romanas dos primeiros séculos. Nasceu na Anatólia, Turquia, em 234. Na época o imperador Décio, intolerante ao Cristianismo, fazia muitos mártires tendo mandado matar o Papa Fabiano. Na Ásia Menor, seu procônsul Ottimo seguia diligentemente as suas ordens.

Assim prendeu os irmãos André e Paulo, e os amigos Pedro e Nicômaco, torturando-os para que negassem o Cristo. Dionísia acompanhou de perto a prisão deles, e pôde presenciar a apostasia de um só deles; Nicômaco: este, liberto, e a ponto de sacrificar aos deuses pagãos como lhe fora exigido, caiu subitamente no chão, tomado por convulsões, e morreu. A isto, ela chorou, comentando que ele perdera a vida eterna por alguns poucos momentos de vida terrena...

Quando presa foi levada ao tribunal e declarou-se cristã, e diante da ameaça de Ottimo respondeu que o seu Deus era muito mais poderoso do que o dele. Era uma donzela de 16 anos, e o procônsul a entregou à soldadesca para ser violentada. Mas os legionários, miraculosamente, permaneceram estáticos, impedidos de tocá-la.

Chegou o momento em que André e Paulo foram retirados da prisão para serem mortos na arena. Dionísia conseguiu escapar da sua própria cela e, juntando-se a eles, teria dito: “Eu partilhei os vossos sofrimentos no coração, por isso poderei partilhar a vossa glória no Céu.” Os soldados romanos a decapitaram. O martírio de Dionísia, Pedro, Paulo e André aconteceu em Lâmpsaco, no Helesponto, atual Turquia, aos 15 de maio de 250.

Entre as relíquias de Dionísia, conserva-se uma jarra contendo o seu sangue cristalizado, na igreja da Abadia de Flône,

14/05/2026

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