Centeio Pães Especiais

Centeio Pães Especiais Pães Artesanais de Fermentação Natural

Nem tudo é o que parece.
28/11/2023

Nem tudo é o que parece.

Os pães integrais sumiram.Você já deve ter percebido que os pães do mercado não se chamam mais "100% integral".         ...
14/11/2023

Os pães integrais sumiram.

Você já deve ter percebido que os pães do mercado não se chamam mais "100% integral".

.Foto 1 nossa eFotos dos slides 2-10 retiradas do site sourdoughschool                                                  ...
06/11/2023

.

Foto 1 nossa e
Fotos dos slides 2-10 retiradas do site sourdoughschool

Os alimentos devem ser fonte de prazer e saúde.A gente não deve se conformar em se sentir mal quando os consome, nem dev...
29/10/2023

Os alimentos devem ser fonte de prazer e saúde.

A gente não deve se conformar em se sentir mal quando os consome, nem deve insistir nisso até ter o consumo proibido por ordem médica.

Você é bom em descrever sensações?
11/09/2023

Você é bom em descrever sensações?








Se você quer mais equilibrio e profundidade nos seus pratos, é isso que você procura.
10/09/2023

Se você quer mais equilibrio e profundidade nos seus pratos, é isso que você procura.

O que o pão tem em comum com o café, o chocolate e a carne assada?
28/08/2023

O que o pão tem em comum com o café, o chocolate e a carne assada?

Fermentação é um processo no qual leveduras e lactobacilos, ao se alimentarem, retiram energia de uma matéria orgânica e...
21/08/2023

Fermentação é um processo no qual leveduras e lactobacilos, ao se alimentarem, retiram energia de uma matéria orgânica e a transformam em outros produtos. Esse é um modo muito antigo de beneficiar os alimentos e torná-los melhores para nós usando de modo controlado os processos naturais dos organismos selvagens disponíveis no ambiente e nos próprios alimentos.

A fermentação produz várias substâncias, mas o seu aspecto mais evidente, no caso do pão, é a produção de gás carbônico que faz a massa crescer e a deixa fofinha. E todo mundo quer um pão fofinho.

Então a indústria selecionou um dos organismos que mais produz gás carbônico, a levedura saccharomyces cerevisiae, a isolou e a colocou em uma forma super concentrada nos pacotinhos que a gente compra no mercado. Ele é chamado de fermento biológico.

Sim, é um organismo vivo que também é encontrado nos fermentos naturais. Mas assim como o açúcar está naturalmente nos alimentos, mas não da forma que o encontramos no s**o de açúcar refinado, esse fermento biológico vendido já não se comporta como a sua versão natural.

Primeiro, na sua versão natural, temos vários organismos, como os lactobacilos, agindo junto e produzindo diversas substâncias benéf**as para nós que simplesmente não serão produzidas pelo fermento industrial, que conta apenas com o cerevisiae.

Segundo, o cerevisiae e os outros organismos do fermento natural, não são tão “concentrados”, então todo o processo acontece lentamente e isso dá o tempo necessário para que o alimento seja de fato bem fermentado. Assim ele f**a mais saudável, nutritivo e saboroso. O fermento industrial é tão concentrado e ativo que a massa cresce bem antes de ter sido de fato trabalhada pela fermentação. Muitos processos não vão ocorrer simplesmente porque não vai dar tempo.

A fermentação natural, por ser mais lenta e completa, vai possibilitar e demandar um cuidado maior com o todo do processo e até com a escolha dos ingredientes. A gente não vai forçar ou acelerar processos, vai conduzi-los do modo mais cuidadoso e natural possível, o que vai gerar produtos mais saudáveis e com uma qualidade muito maior.

Pão integral
09/08/2023

Pão integral

Qual a importância de comermos juntos?Um hábito cada vez mais negligenciado, como se fosse incompatível com a vida corri...
07/08/2023

Qual a importância de comermos juntos?

Um hábito cada vez mais negligenciado, como se fosse incompatível com a vida corrida que levamos, as reuniões à mesa sempre tiveram grande importância na organização social.

O historiador Massimo Montanari, no seu livro História da Alimentação, diz que “comer não satisfazia apenas às necessidades do corpo, mas transformou o ato em um evento social e comunicativo”.

Os antigos gregos e romanos diferenciavam os homens civilizados das bestas selvagens e dos bárbaros, antes de tudo, pela convivialidade, a capacidade de as pessoas trocarem e interagirem com tolerância, o que era possibilitado pelas regras de convivência que selvagens evidentemente não conheciam.

“A convivialidade era concebida como um pilar da civilização. O convivium, ou banquete, era a própria imagem da vida em comum (cum vivere). Qualquer grupo - seja um núcleo familiar ou toda a população de uma cidade - que partilhou de um banquete em torno de uma mesa comum, tanto de fato ou como em uma representação simbólica, era considerado como unif**ado” (Massimo Montanari). Apesar de ter um valor especial na cultura greco-romana, o aspecto unif**ador da convivialidade e comensalidade está de algum modo presente em toda cultura.

E é claro que, no momento atual, precisamos, talvez mais do que nunca, de momentos de convívio, de convivialidade e comensalidade, para que os laços sejam fortalecidos e criados. Nós, da nossa parte, f**amos sempre felizes em ver como os nossos pães frequentemente são a desculpa para as reuniões. O pão que culturalmente já carrega todo o simbolismo do compartilhamento é também em torno do que as pessoas se juntam para conversar e festejar.

Como diz o provérbio antigo:O começo é mais da metade.
31/07/2023

Como diz o provérbio antigo:

O começo é mais da metade.

A carta na manga que você precisava Semana passada nós tivemos um problema no fornecimento de energia da produção justo ...
24/07/2023

A carta na manga que você precisava

Semana passada nós tivemos um problema no fornecimento de energia da produção justo no dia em que preparamos os fermentos para a fornada. Sem controle de temperatura, no dia seguinte eles tinham passado do ponto em que deveriam ser utilizados. Acabou que tivemos que cancelar a fornada, pois não daria tempo de retomar o processo desde o início e ainda cumprir o cronograma dos dias seguintes.

Um duplo problema: f**ar sem vender e f**ar sem pão.

Às vezes sobram pães nas fornadas, e como só os vendemos no dia em que são assados (mais uma escolha logística nossa do que de outra ordem), tem momentos em que o problema é o que fazer com tanto pão. E não precisa ser muito para isso acontecer. Contando com os nossos, se sobram 2 ou 3 unidades, já é pão demais para a nossa família de 3 pessoas. Muitas vezes esses pães viram doações e presentes, mas outras vezes os deixamos na geladeira ou freezer.

Acontece que não sobrava nada há quase um mês, então, esta semana f**aríamos sem pão. Assim, no café da manhã do dia seguinte, abri a geladeira para procurar algo (que não fosse pão) para comer e, arrastando os tupperwares para o lado, achei um pão de campagne, que sobrou por ter saído meio disforme, esquecido lá no fundo em um s**o plástico. Fiquei feliz, mas tentei conter a expectativa, afinal, a chance daquele pão esquecido há quase um mês não estar bom era grande. Comecei a cortá-lo. Ele estava meio duro. Nada anormal, visto o tempo e a temperatura de 2 graus do fundo da geladeira lá de casa. Contive a expectativa e coloquei as fatias em uma frigideira (meu método favorito). E para minha grata surpresa, ao ser aquecido, o pobre pão praticamente renasceu. Mesmo depois de tanto tempo, o sabor e a textura conseguiram ser quase totalmente preservados e em nada testemunhavam a sua história.

A versatilidade dos pães de fermentação natural é algo que sempre chamou a nossa atenção. Dá para fazer muitos pratos diferentes com eles, mas essa durabilidade com qualidade faz deles pães ideais para ter como aquele curinga que vai salvar o seu jogo nas mais diversas e imprevistas situações.

O produtor artesanal e o tipo de consumo Para muitas pessoas, quando se pensa em produto artesanal, vem à mente algo rús...
18/07/2023

O produtor artesanal e o tipo de consumo

Para muitas pessoas, quando se pensa em produto artesanal, vem à mente algo rústico, feito manualmente e sem os métodos sofisticados da indústria. Essa visão, no entanto, ignora o fundamental dessa comparação.

Os métodos industriais não foram criados para aperfeiçoar produtos e processos. Historicamente, eles foram pensados para se poder produzir em escala e com mão de obra não qualif**ada. Portanto, o que motivou esse processo não foi uma preocupação com qualidade, mas uma preocupação com lucro. A questão da indústria com a qualidade é a de como garanti-la quando a produção é feita por quem não sabe produzir e em uma quantidade tão grande que não é possível que as pessoas tomem conta do todo do processo.

A figura central nessa comparação é o artesão e com ele a lógica da produção é outra. Ele não é apenas a pessoa que produz manualmente, ele produz do início ao fim do processo porque o domina todo, ele é um especialista. Claro que a produção assim é mais lenta. O artesão não produzirá em escala industrial, por isso pode acompanhar o todo do processo e garantir de perto a qualidade de cada etapa. Além disso, a produção assim é autoral. Os produtos são “assinados” e tende a haver um envolvimento total de quem produz com eles.

E essa diferença de lógica se estende também a toda a cadeia de consumo, tendendo a tornar todas as relações mais próximas, locais, sustentáveis e justas para os envolvidos. Os produtos do artesão, que não são feitos em escala, provavelmente serão feitos com matérias locais e comercializados localmente, se não por ele mesmo, por pessoas muito próximas a ele. De modo que o consumidor também está próximo do produtor e muitas vezes até o conhece.

A tendência é que, deste modo, tenhamos relações mais sãs, produtos de maior qualidade e um consumo mais consciente.

Tudo pode ser bem feito ou mal feito.Um pão bem feito é um alimento pouco processado (basicamente a moagem do trigo), co...
11/07/2023

Tudo pode ser bem feito ou mal feito.

Um pão bem feito é um alimento pouco processado (basicamente a moagem do trigo), com poucos ingredientes e todos naturais, daqueles que você poderia ter na cozinha da sua casa.

A presença de muitos ingredientes é um indicativo de que há muitos aditivos no pão. Infelizmente, hoje em dia, mesmo o pãozinho francês da padaria é um produto ultraprocessado e cheio de produtos químicos nocivos, bromatos, antim**o e etc. A verdade é que a gente nem sabe o que tem ali.

E muitos desses produtos são adicionados para corrigir um processo de fermentação mal feito, que seria, junto com os ingredientes, a base para termos um pão saudável e nutritivo.

Essa é uma verdade que as padarias artesanais não revelam.As mais honestas vão lhe contar, mas só se você perguntar.Elas...
27/06/2023

Essa é uma verdade que as padarias artesanais não revelam.

As mais honestas vão lhe contar, mas só se você perguntar.

Elas não estão vendendo pães de fermentação natural.

Elas estão vendendo pães que levam fermento natural e outros que certamente nem levam, mas que como são artesanais e de forma livre, passam, aos olhos dos leigos, como algo do mesmo tipo.

E se você está se perguntando se tem diferença, a resposta é: sim, muita!

Só há uma razão para elas usarem o fermento comercial em conjunto com o natural: acelerar o processo.
Mas acontece que você, quando procura um pão de fermentação natural, está em busca de um produto mais saudável e com mais sabor, exatamente o que perdemos ao acelerar o processo de produção.

Nós entendemos de verdade a dificuldade que é produzir comercialmente pães 100% de fermentação natural, pois vivemos ela no dia a dia. Qualidade e lucratividade estão, muitas vezes, em lados opostos. Mas cabe a quem produz saber o que busca, o que quer comprometer e o dever de ser honesto a respeito disso.

Pão com passas e canela. É um pão incrível...            A sua massa semi-integral ganha a doçura das passas que, assada...
20/06/2023

Pão com passas e canela. É um pão incrível...

A sua massa semi-integral ganha a doçura das passas que, assadas, se caramelizam e parecem f**ar ainda mais doces. Já a canela em pó torna esse pão extremamente aromático. Ela desperta os nossos sentidos e aquece. Como a maioria dos nossos pães, esse também não leva açúcar adicionado, além do presente nos ingredientes, mas a combinação de passas e canela faz com que a gente o perceba como doce.

Dá para comê-lo puro, mas f**a irresistível torrado com manteiga, com mel, geléia, como um sanduíche de pasta de atum e tomate ou com um queijo tipo gorgonzola. Isso só para citar o que nos veio à cabeça imediatamente.

Se você souber de outra receita legal com pão de passas, conta aqui para a gente testar.

Clube de assinatura de pães de fermentação naturalFazer uma assinatura é, sem dúvida, o modo mais prático de comprar pãe...
19/06/2023

Clube de assinatura de pães de fermentação natural

Fazer uma assinatura é, sem dúvida, o modo mais prático de comprar pães. Você escolhe uma vez a sua modalidade e os pães chegam na sua casa.

Então:

Acabou a preocupação de f**ar sem pão porque esqueceu ou não pôde ir comprar.

É o fim da perda de tempo de ir até a padaria de manhã ou na volta corrida do trabalho.

Chega de encarar filas e ainda ter que comprar o pão que sobrou ou de má qualidade porque é o único que tem.

Ah, claro! O assinante também ganha descontos na compra dos pães.



Noite de queijos e vinhos. Qual pão levar?A melhor bússola é: um bom pão do seu gosto vai casar bem com um bom queijo do...
13/06/2023

Noite de queijos e vinhos. Qual pão levar?

A melhor bússola é: um bom pão do seu gosto vai casar bem com um bom queijo do seu gosto.

Mas algumas combinações são clássicas e podem servir de inspiração.

Queijos de massa mole como Brie e Camembert vão muito bem com uma baguete, pão italiano, ciabatta ou pão com frutas.

Queijos de massa prensada, como Émmental, Gruyère ou Comté combinam bastante com pães com cereais, como um multigrãos ou um pão de gergelim.

E queijos azuis, como Gorgonzola, Bleu e Roquefort se casam muito bem com pães com frutas, como pão com passas, figos, damascos e etc.

Ficou na dúvida? Um bom pain de campagne vai bem com qualquer tipo de queijo.



O que tem de especial na fermentação natural?Tudo começa, claro, no fermento. No biológico comercial temos uma levedura ...
29/05/2023

O que tem de especial na fermentação natural?

Tudo começa, claro, no fermento. No biológico comercial temos uma levedura isolada pela indústria, a saccharomyces cerevisiae, enquanto que o natural é composto por organismos “selvagens”, que ocorrem naturalmente no ambiente. Nele há uma grande diversidade de organismos vivendo juntos, em simbiose. Podemos encontrar várias leveduras (a saccharomyces cerevisiae está frequentemente entre elas) e uma quantidade ainda maior de lactobacilos.

Organismos diferentes produzem substâncias diferentes que modif**am o pão. E isso é especialmente verdade no que diz respeito aos lactobacilos. Eles produzem muitos compostos orgânicos que dão aroma e sabor ao pão, mas que também modif**am suas propriedades e valor nutricional. Cada fermento natural tem uma flora específ**a relacionada aos insumos usados, local e modo como o fermento é cultivado, assim o pão feito com cada um terá características únicas. É o seu “terroir”.

Mas esses organismos não conferem apenas uma grande variedade e complexidade de sabores e aromas aos pães. A fermentação naturalmente mais lenta e a presença dos ácidos lático e acético produzidos pelos lactobacilos fazem com que as proteínas (glúten) e os carboidratos (Fodmaps) que poderiam ser de difícil digestão, sejam quebrados, tornando-se mais “leves” para nós. Além disso, a fermentação com lactobacilos também degrada os antinutrientes (fitatos) presentes nos grãos, que nos impediriam de absorver as vitaminas e minerais presentes sobretudo na farinha integral.

Esses lactobacilos do fermento poderiam ser usados como probióticos, tal aqueles do iogurte, yakult ou das cápsulas que o médico nos prescreve para melhorar nossa flora intestinal, isso se comêssemos a massa de pão crua. Como assamos o pão, eles morrem. Mas eles transformam uma parte do amido do trigo em amido resistente e este, além de não ser absorvido como açúcar por nós (baixando o índice glicêmico do pão), vai funcionar como uma fibra no nosso sistema digestivo, inclusive como alimento para a nossa flora boa intestinal, agindo como um prebiótico, como muitas fibras alimentares

Todo mundo sabe que o barato sai caro, mas…Outro dia eu estava em um restaurante com minha esposa para almoçar rapidamen...
22/05/2023

Todo mundo sabe que o barato sai caro, mas…

Outro dia eu estava em um restaurante com minha esposa para almoçar rapidamente. Eu pedi o habitual PF e ela, após uma rápida consideração sobre custo-benefício, fez o prato no buffet a quilo. O prato dela devia ter quase a metade do peso do meu e custou uns R$10 mais caro. Ela não comeria um PF daquele inteiro, mas a questão era outra. Ela queria comer melhor, com mais saladas e legumes e não apenas uma montanha de arroz, farofa e batata.

As pessoas, quando têm a possibilidade, tendem a investir um pouco a mais para consumir o que consideram muito melhor. E elas fazem isso com quase tudo. Vemos as pessoas pedindo uma Heineken em vez de uma Itaipava e pagando uns R$7 a mais para isso, escolhendo um ketchup Heinz em vez do Italianinho pela mesma diferença e, do mesmo modo, em todo lugar e ocasião em que percebem que podem ter um bom acréscimo de qualidade por uma diferença proporcionalmente pequena. Claro, trata-se de diferenças de valor percebidas como pequenas, assim como de uma percepção da qualidade relativa das coisas.

As pessoas parecem perceber muitas vezes que aqueles pãezinhos mais básicos da padaria, apesar de não serem baratos, não têm qualidade. Assim, quando podem, muitos se dispõem a investir em pães “melhores”. E aí muitos compram pães integrais, com grãos e com castanhas variadas no mercado.

E essa é a cilada da percepção de valor. Muitas vezes esses pães “melhores” são produtos industrializados com muito mais produtos químicos e uma fermentação extremamente acelerada. O ponto principal sobre a qualidade dos pães é como a massa é fermentada e, claro, os ingredientes. Mas sem uma fermentação bem feita, mesmo os nutrientes de uma farinha integral de qualidade não f**arão disponíveis. A qualidade mais elevada vai ser obtida com uma fermentação natural longa. Será um produto muito mais saudável e nutritivo e sequer terá diferença de valor para os “melhores” do supermercado, mas essa percepção as pessoas nem sempre têm. Isso não é enfatizado pelas indústrias de pães, porque nenhuma oferece um produto assim.

Glúten engorda?Com a “febre” do “sem glúten”, está havendo algumas confusões sobre o glúten engordar motivadas por ignor...
15/05/2023

Glúten engorda?

Com a “febre” do “sem glúten”, está havendo algumas confusões sobre o glúten engordar motivadas por ignorância ou, talvez, má-fé.

As pessoas gostam de “soluções mágicas” e o glúten está, sem dúvida, virando uma delas. É a lógica do bode expiatório. A gente atribui todos os nossos pecados e problemas ao bode e depois manda ele para fora da cidade, ou melhor, a gente tira o glúten da dieta que com ele vão todos os problemas.

Tal o bode, o glúten está carregando cada vez mais os "pecados" dos outros, e o de engordar é um deles. O que chamamos de glúten é a junção de duas proteínas que estão presentes no trigo, a glutenina e a gliadina. Mas a proteína do trigo é provavelmente a última coisa ali que vai engordar alguém.

O pão é muito mais rico em carboidratos do que em proteínas e também é potencialmente rico em gorduras, dependendo do tipo escolhido. Os pães industrializados, em geral, são alimentos processados e refinados, muito ricos em carboidratos simples e de alto índice glicêmico. Essas características, sim, têm muita relação com ganho de peso, diabetes e etc.

Mas da associação errada "glúten engorda” parece vir a sua contrária, que também está errada: “alimentos sem glúten não engordam”. Acontece que alguns alimentos como a tapioca, que parece “light” para muitos só por não ter glúten, tem um índice glicêmico maior do que qualquer pão branco e maior até do que o próprio açúcar. Isso quer dizer que ao ingerir tapioca temos picos de glicose no sangue maiores do que se ingerirmos açúcar.

Nada contra a tapioca. A gente sempre tem aqui em casa e adora. Mas não é um alimento “light” ou que engorda menos por não ter glúten. Pelo contrário, é um carboidrato simples e bastante engordativo. Cabe a cada um saber como pode e deve consumir os alimentos no seu contexto individual de gasto calórico, metabolismo e etc.

E isso vale para todos os alimentos, com ou sem glúten. Seria muito bom se pudéssemos só tirar um alimento ou ingerir algum para solucionar todos os nossos problemas de hábitos de vida e de alimentação, né? Mas soluções milagrosas, até onde a gente sabe, não existem. Portanto, desconfie delas e de quem quiser vendê-las.

“Sem glúten” não quer dizer “light”Com a moda do “sem glúten”, está havendo algumas confusões motivadas por ignorância o...
14/05/2023

“Sem glúten” não quer dizer “light”

Com a moda do “sem glúten”, está havendo algumas confusões motivadas por ignorância ou, talvez, má-fé. As pessoas gostam de “soluções mágicas” e o glúten está, sem dúvida, virando uma delas, ou o "sem glúten" está virando uma delas.

É a lógica do bode expiatório. A gente atribui todos os nossos pecados e problemas ao bode e depois manda ele para fora da cidade, ou melhor, a gente tira o glúten da dieta que com ele vão todos os problemas.

Tal o bode, o glúten está carregando cada vez mais os "pecados" de outros, e um de que volta e meia vemos ele ser acusado é o de engordar. O que chamamos de glúten é a junção de duas proteínas que estão presentes no trigo, a glutenina e a gliadina e elas são provavelmente a última coisa ali que vai engordar alguém.

O pão é muito mais rico em carboidratos do que em proteínas . Os pães industrializados, em geral, são alimentos processados e refinados, muito ricos em carboidratos simples e de alto índice glicêmico. Essas características, sim, têm muita relação com ganho de peso, diabetes e etc.

Mas da associação errada "glúten engorda” parece vir a sua contrária, que também está errada: “alimentos sem glúten não engordam”. Acontece que alguns alimentos como a tapioca, que parece “light” para muita gente só por não ter glúten, tem um índice glicêmico maior do que qualquer pão branco industrializado e maior até do que o próprio açúcar. Isso quer dizer que ao ingerir tapioca temos picos de glicose no sangue maiores do que se ingerirmos açúcar.

Nada contra a tapioca. A gente sempre tem aqui em casa e adora. Mas não é um alimento “light” ou que engorda menos por não ter glúten. Pelo contrário, é um carboidrato simples e bastante engordativo. Cabe a cada um saber como pode e deve consumir os alimentos no seu contexto individual de gasto calórico, metabolismo e etc.

E isso vale para todos os alimentos, com ou sem glúten. Seria muito bom se pudéssemos só tirar um alimento ou ingerir algum para solucionar todos os nossos problemas de hábitos de vida e de alimentação, né? Mas soluções milagrosas, até onde a gente sabe, não existem. Portanto, desconfie delas e de quem quiser vendê-las.

O dia das mães é esse domingo. Não esqueceu, né?A Angélica Bastos está produzindo essas cestas de café da manhã com prod...
08/05/2023

O dia das mães é esse domingo. Não esqueceu, né?

A Angélica Bastos está produzindo essas cestas de café da manhã com produtos 100% artesanais e com os pães da Centeio Pães.

Não deixa passar essa oportunidade. Vai tomar um café da manhã especial com a sua coroa no dia dela!

É verdade! O pão de fermentação natural não aumenta tanto o açúcar do sangue.Toda planta tem amido e há muita concentraç...
07/05/2023

É verdade! O pão de fermentação natural não aumenta tanto o açúcar do sangue.

Toda planta tem amido e há muita concentração dele nos grãos (como o trigo), o que, consequentemente, torna o pão um alimento rico em amido. Isso é o que faz do pão uma boa fonte de energia e, por si, não é um problema, muito pelo contrário. O amido é uma das principais fontes de carboidrato da dieta humana, um macronutriente imprescindível para a nossa vida.

Acontece que, atualmente, a nossa alimentação tende a não ser muito balanceada. Ela é excessivamente rica em carboidratos e, principalmente, nos carboidratos simples que encontramos nos alimentos processados. Isso causa inúmeros problemas de saúde, visto que o consumo em excesso desses carboidratos causa picos de glicose no nosso sangue e uma consequente grande liberação de insulina.

Com relação ao amido, existem dois tipos, o glicêmico e o resistente. O amido glicêmico, quando absorvido, provoca o aumento da nossa glicose, enquanto que o outro, o resistente, se comporta de modo semelhante a uma fibra alimentar, que não absorvemos, e, portanto, não interfere na nossa glicemia.

Mas a boa notícia e o que é digno de nota é que durante a fermentação da farinha de trigo com fermento natural uma parte do amido do trigo é convertido em amido resistente. O efeito disso é que comparado a um pão normal, que é um alimento de alto índice glicêmico, e provoca um grande pico de glicose no sangue, o pão de fermentação natural, quando bem feito, tem um baixo índice glicêmico e assim não eleva tanto a glicose.

Claro, continua sendo um pão, um alimento fonte de carboidrato, mas é um pão mais saudável, de baixo índice glicêmico.

O que é tão bom que não pode melhorar?Pois é! Pensando nisso, colocamos castanha do Pará no pain de campagne.Disponível ...
02/05/2023

O que é tão bom que não pode melhorar?

Pois é! Pensando nisso, colocamos castanha do Pará no pain de campagne.

Disponível essa semana.

Pão MultigrãosEsse é um dos pães mais incríveis que produzimos. Ele une sabor, textura, qualidades nutritivas e funciona...
24/04/2023

Pão Multigrãos

Esse é um dos pães mais incríveis que produzimos. Ele une sabor, textura, qualidades nutritivas e funcionais, como nenhum outro.

Esse pão tem uma massa semi-integral feita com farinhas italianas e é fermentado por quase 30 horas. A ela nós acrescentamos uma mistura de sementes de linhaça marrom e dourada, sementes de gergelim preto e branco, sementes de chia e aveia.

Usamos uma farinha integral com gérmen, integral de verdade, então ela confere um sabor levemente adocicado de castanhas ao pão, além de muito mais nutrientes e fibras. Somada à farinha 00, conseguimos uma união perfeita do sabor do trigo integral com a textura e leveza do pão branco.

Já as sementes, que estão na massa e abundantemente na crosta, conferem uma textura crocante e um sabor de amêndoas torradas.

É um pão que agrada o paladar pela complexidade de sabores, que são presentes, mas sutis, de modo que ele pode ser o pão para a torrada, ou sanduíche, no café da manhã, do mesmo modo que pode estar em uma mesa com acompanhamentos de sabor forte e irá agradar a todos.

E além de ser um dos pães mais saborosos que produzimos, ele também é um dos mais nutritivos. Essas sementes são fontes riquíssimas em proteínas, fibras, gorduras boas, vitaminas e minerais.

Sabe como fazer o pão durar para sempre?Nós também não sabemos e, de todo modo, também não recomendamos comer um pão que...
17/04/2023

Sabe como fazer o pão durar para sempre?

Nós também não sabemos e, de todo modo, também não recomendamos comer um pão que não estrague, porque bem não vai fazer. Mas há modos de fazer o seu pão de fermentação natural durar mais e permanecer saboroso por mais tempo.

Duas coisas vão estragar rapidamente o seu pão: ressecamento e m**o.

A tolerância para (ou gosto por) pão duro é pessoal. Certa vez, conversando com um cliente alemão, um senhor com seus 70 anos, ele me disse que, quando jovem, na Alemanha, eles mantinham o pão da casa por uma a duas semanas aberto e que ele e os irmãos ainda disputavam o último pedaço, porque era o que tinha f**ado mais durinho.

Aqui em casa nós não curtimos ele tão duro, então o fechamos logo. Quanto mais fechado, menos umidade ele vai perder e menos duro f**ará. O lado negativo é que também f**ará com a casca borrachuda (nada que um calor não resolva).

Pães de fermentação natural têm, pela própria fermentação natural, uma resistência maior ao m**o, mas se as condições propícias estiverem dadas, depois de um tempo, ele vai mofar, pois esse é o caminho natural das coisas. Quais são as condições? Contaminação, umidade e temperatura. Tirando qualquer uma delas, ele não mofa.

A contaminação pode acontecer no manuseio do pão ou quando ele ficou exposto em uma refeição. A umidade do pão, por sua vez, já é suficiente para o m**o crescer, mas se a gente o manusear com a mão molhada ou molhá-lo de algum modo, o m**o crescerá ainda mais rápido. Por último, o m**o gosta de temperaturas entre 20 e 40 graus. Já entendeu, né? Coloca o pão na geladeira (ensacado) que ele não mofa (até porque é mais difícil controlar as outras duas condições).

Assim, aqui em casa nós mantemos ele no papel, no primeiro dia, e depois colocamos em um plástico ou pote por até 5 ou 6 dias. Isso se a ideia for consumi-lo todo nesse prazo, senão, a partir do segundo dia a gente já deixa ele na geladeira, pois em 6 dias em temperatura ambiente, ele vai mofar. A validade desses pães é em torno de 6 dias em temperatura ambiente, 2-3 semanas na geladeira e 30 dias congelado. E com uma rápida aquecida, ele f**a como novo.

Endereço

Coronel Tamarindo, 61/Gragoatá
Volta Redonda, RJ

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando Centeio Pães Especiais posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Vídeos

Compartilhar

Categoria

Padarias nas proximidades


Outra Padaria em Volta Redonda

Mostrar Tudo