28/01/2026
Carta aberta para a Débora que venceu (Eu mesma)
Débora, olha bem para onde você está agora.
Lembra de cada "não" que ecoou na sua cabeça? De cada olhar torto porque você foi mãe cedo, porque não seguiu o script dos outros ou porque não era a "prima perfeita", "filha perfeita" ? Pois é. Aquelas vozes tentaram te enterrar, mas esqueceram que você era semente.
Hoje, esse uniforme de confeiteira não é apenas pano; é a minha armadura. Ele carrega o peso de dois anos de "quase", de noites em claro lutando contra o monstro da ansiedade e da depressão, e de cada vez que disseram que era "coisa da sua cabeça". Não era loucura, era sobrecarga. E você sobreviveu.
O peso e o brilho
Sim, hoje o corpo doeu. O calor da cozinha castigou e a insegurança sussurrou no meu ouvido. Mas eu não recuei. Eu estava ali, firme, por mim e pelas minhas duas maiores riquezas.
Aos meus filhos: Às vezes sinto que estou falhando por não estar lá a cada segundo, mas entendam: estou construindo o chão onde vocês vão caminhar com orgulho. Meu suor hoje é o florescer de vocês amanhã.
O veredito final
Eu me desliguei do que era tóxico para finalmente conseguir respirar. Ser bolsista, ser mãe, ser profissional... eu sou uma força da natureza que ninguém mais pode conter.
Débora, você é f@da. Não porque chegou ao topo, mas porque nunca aceitou o chão que te ofereceram.
Voe. Brilhe. Incendeie o mundo com o seu talento. Eu mal posso esperar para ler o capítulo onde você conta como o sucesso finalmente se tornou a sua única realidade.